segunda-feira, 20 de outubro de 2008

"Ufa, somos campeões"


"Como torcemos, como choramos, como rimos com você...Sempre glorioso, sempre cheio de garra...As vezes, nos trás tristezas, nos faz querer baixar a cabeça, mas umbom colorado nunca o faz...Outras vezes, só temos vontade de gritar e agradecer a nação colorada,agradecer pelas alegrias e vitórias que nos são dadas...Não somos apenas torcedores de um time, somos uma familia que ama seurio grande e aplaude de pé seu time....Entre vitórias e derrotas, entre tritesas e alegrias, sempre sobram asboas lembranças...Sustos tivemos muitos, acreditamos por um segundo que mais uma vez nãoconseguiriamos, mas torcemos, e apoiamos nosso inter até o ultimomomento... Não bastou apenas ganhar, mas a força colorada teve quemais uma vez, não deixar dúvidas, não deixar que duvidassem que essegauchão, bom esse gauchão é nosso...Imagina o coração dos colorados quando a bola começou a entrar no goldo Juventude, imagina a sensação e vribação dentro do Beira Rio... Ocaldeirão vermelho com certeza ferveu, e sua energia refletiu em todosos corações colorados...Nosso coração hoje vibra com o Inter, quer mais e vai continuar todosos dias apoiando seu time... Não importa as derrotas, pois as vitóriassão sempre maiores e nunca vamos desistir...Continuaremos cantanto e torcendo, vibrando e aplaudindo o nosso:"(...) Internacional. Que eu vivo a exaltar. Levas a plagas distantes.Feitos relevantes. Vives a brilhar. Correm os anos surge o amanhã.Radioso de luz, varonil. Segue a tua senda de vitórias. Colorado dasglórias. Orgulho do Brasil (...)"...Somos sim a nação colorada, que começou no Rio Grande do Sul e hojeestá em todo o Brasil,.. Hoje nossas camisas coloriram as ruas, nossasvozes cantaram mais uma vez em um coro por todo o Brasil, somos sim"CAMPEÕES"...Até a próxima grande Inter, estaremos aqui sempre como bons coloradosde braços abertos, prontos para apoiarmos nosso grande Inter".Parabéns aos que sofreram e hoje comemoram junto com esta vitória!!!

(Lorena Godinho - 2008)

O PAMPA


Como são melancólicas e solenes, ao pino do sol, as vastas campinas que cingem as margens do Urguai e seus afluentes!Mais profunda parece aqui a solidão, e mais pavorosa, do que na imensidade dos mares.O viandante perdido na imensa planície, fca mais que isolada, fica opresso. Em torno dele faz-se o vácuo.O pampa é a pátria do tufão. Aí, nas estepes nuas, impera o rei dos ventos. Arroja-se o furação pelas vastas planícies.Ao pôr do sol perde o pampa os toques ardentes da luz meridiona. As grandes sombras desdobram-semlentamente pelo campo fora. É então que assenta perfeitamente na imensa planície o nome castelhano. A savana figura realmente um vasto lençol desfraldado por sobre a terra e elando a virgem natureza americana.No meio dessa profunda solidão, onde não hámguarida para defesa, nem sombra para abrigo, é preciso afrontar o deserto com intrepidez, sofrer as privações com paciência, e suprimir as distâncias pela velocidade.E nenhum ente é capaz de superar todos esses obstáculos como o homem, o gaúcho. De cada ser que povoa o deserto, toma ele o melhor; tem a velocidade da ema ou da corça, os brios do corcel e a veemência do touro.Nas margens do Uruguai, onde a civilização já babujou a virgindade primitiva desas regiões, perdeu o pampa seu belo nome americano. O gaúcho, habitante da savana, dá-lhe o nome de campanha.


JOSÉ DE ALENCAR