sexta-feira, 20 de junho de 2008

Escotismo "Uma opção de Vida"


“O Escotismo pode auxiliar um professor?”

No decorrer de nossas vidas, encontramos na sociedade a qual pertencemos, muitos tipos de professores. Alguns professores são dedicados, respeitados, admirados, amorosos, disciplinados e também existem aqueles professores que não sabem como se tornaram professores. Quem se encontra diretamente em contato com as escolas, consegue perceber que nossos alunos estão ali não apenas para receberem os conteúdos já estipulados, mas sim para adquirirem conhecimentos que os auxiliarão em toda a sua vida.
Infelizmente, não é o que encontramos! Os professores, muitas vezes, não têm a preparação adequada, eles desconhecem a forma como devem agir com seus alunos, com isso não percebem que estão ali para ensinar, mais do que apenas o que as matérias escolares exigem. Os professores precisam perceber o que realmente falta para serem capazes de conduzir suas aulas com muita dedicação e sabendo exatamente como se posicionar em relação aos alunos.
Durante os quatro anos que tenho de experiência como professora, percebi que é muito importante sermos capazes de conhecer nossos alunos, de darmos a eles a atenção individual que cada um merece e precisa receber. O que mais me ajudou como professora foi minha experiência de doze anos com o Escotismo, uma experiência que me fez dar o meu melhor em sala de aula. Através de conversas com outros profissionais e professores, foi possível ver o quanto contribui para um professor sua vivência e conhecimento sobre o Escotismo.
O Escotismo nos ensina valores, auxilia na formação do caráter de todos, busca ajudar para que aprendamos e saibamos nos portar e conviver melhor em uma sociedade. Porém, para os adultos nada é mais importante do que realmente conhecer a importância da educação dos nossos jovens e como podemos nos portar e devemos respeitar nossos alunos como um ser único e merecedor de atenção. De acordo com Vygotsky (1998): “Na visão construtivista a aprendizagem do aluno está ligada ao seu meio social, através de uma troca de conhecimentos”.
Acredito que Vygotsky esteja totalmente certo, pois tudo que aprendemos está diretamente ligado ao meio em que estamos inseridos. Tudo que aprendemos nas escolas também está ligado e diz respeito ao que a sociedade pede. Mas acabamos pecando, afinal não nos preocupamos com a formação de nossos alunos como ser e sim nos focamos apenas nos conteúdos que eles deverão receber.
Com a experiência que tenho em sala de aula, posso afirmar que o Escotismo pode sim ajudar e vir a melhorar a qualidade de um professor. Como aluna, posso garantir que sinto a falta de uma disciplina que fale de Escotismo, que nos faça ver além do que estamos aprendendo, pois desta forma poderia acrescentar em nossa vida profissional, assim, nos tornaríamos professores capazes de valorizar nosso aluno como ele merece.
Lorena Godinho (27/04/2008)

Chapeuzinho Vermelho


Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor.
Um dia, sua mãe pediu:
- Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar à casa dela?
- Claro, mamãe. A casa da vovó é bem pertinho!
- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobo muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá.
- Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho!
E assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber.
Cantando e juntando flores, Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo estava perto...
Ela nunca tinha visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau. Levou um susto quando ouviu:
- Onde vai, linda menina?
- Vou à casa da vovó, que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E você, quem é?
O lobo respondeu:
- Sou um anjo da floresta, e estou aqui para preteger criancinhas como você.
- Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse que tem um lobo mau andando por aqui.
- Que nada - respondeu o lobo - pode seguir tranqüila, que vou na frente retirando todo perigo que houver no caminho. Sempre ajuda conversar com o anjo da floresta.
- Muito obrigada, seu anjo. Assim, mamãe nem precisa saber que errei o caminho, sem querer.
E o lobo respondeu:
- Este será nosso segredo para sempre...
E saiu correndo na frente, rindo e pensando:
(Aquela idiota não sabe de nada: vou jantar a vovozinha dela e ter a netinha de sobremesa ... Uhmmm! Que delícia!)
Chegando à casa da vovó, Chapeuzinho bateu na porta:
- Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho!
- Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.
A menina pensou que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se levantar e abrir a porta. E falando com aquela voz tão estranha...
Chegou até a cama e viu que a vovó estava mesmo muito doente. Se não fosse a touquinha da vovó, os óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela pensaria que nem era a avó dela.
- Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou. Quero que fique boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre.
- Obridada, minha netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão).
Chapeuzinho não se conteve de curiosidade, e perguntou:
- Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes?
- É prá te olhar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que esse nariz tão grande?
- É prá te cheirar melhor, minha netinha.
- Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes?
- São para te acariciar melhor, minha netinha.
(A essa altura, o lobo já estava achando a brincadeira sem graça, querendo comer logo sua sobremesa. Aquela menina não parava de perguntar...)
- Mas, vovó, por que essa boca tão grande?
- Quer mesmo saber? É prá te comer!!!!
- Uai! Socorro! É o lobo!
A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela, pertinho, quase conseguindo pegar.
Por sorte, um grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora, e seus gritos chamaram sua atenção.
Ouviu-se um tiro, e o lobo caiu no chão, a um palmo da menina.
Todos já iam comemorar, quando Chapeuzinho falou:
- Acho que o lobo devorou minha avozinha.
- Não se desespere, pequenina. Alguns lobos desta espécie engolem seu jantar inteirinho, sem ao menos mastigar. Acho que estou vendo movimento em sua barriga, vamos ver...
Com um enorme facão, o caçador abriu a barriga do lobo de cima abaixo, e de lá tirou a vovó inteirinha, vivinha.
- Viva! Vovó!
E todos comemoraram a liberdade conquistada, até mesmo a vovó, que já não se lembrava mais de estar doente, caiu na farra.
"O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta."
FIM